Perdi-me.
Perderam se as cores do arco-íris.
Perdeu-se o ar que respiro.
Perdeu-se a vida que eu vivo.
Perdi-te.
Perdi-te.
Perdi a identidade.
Perdi a felicidade.
Perdi hoje o meu sorriso.
Perdi-me.
Perdi-me.
Para sempre coroado.
Por últimas palvras "Eu amo-te".
Eternas se cumpram estas.
Ainda que se percorram outros caminhos.
Perdi-te.
Tudo para mim,
Nada de mim.
Nada sobra, nada resta.
Só e apenas as eternas.
E se cumpram um dia mais tarde.
Sengundo um designio apropriado.
Para cerimónia de aliança.
Aconteça o que acontecer.
Para sempre
Para todo o sempre.
Lyfe
Aqui me deito e aqui me levanto. Uns escrevem no papel. Eu escrevo na rede para fazer sentir aquilo que os outros não são capazes de. O blog pretende imiscuir uma sensibilidade já pouco existente nos homens de hoje. Porque quem não sabe chorar,quem não sabe sorrir a uma mulher,então não é homem, não é Homem, não é nada...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Vídeo (Caí, Levantei, Perdi, Superei)
Pequeno vídeo elaborado por mim ao piano recitando o tão especial poema Caí, Levantei, Perdi, Superei
Obrigado!
Obrigado!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Caí, Levantei, Perdi, Superei
Perdemos tantas guerras
Sumem-se tantas palavras
Se nos foge o raciocínio
Pra nós só ficam mágoas
Porquê mudar
Porquê ficar
Porquê ter de escolher
Um caminho para sofrer
Ó semente em que me tornei
Porque fui aqui plantado
Crescendo em mil negreiros
Do meu corpo fui retirado
Pesa o peso mais pesado
Corre fria esta dor sentida
Pelo meu imaginário
De mil uma é mais querida
Negras são as correntes
Que prendem a sua proa
E seus passageiros dementes
Não conhecem terra boa
Ó vida porque me tornaste
Num destes loucos incautos
Sem minha razão me entregaste
À dúvida dos mares altos
Fujo do mar, das caravelas,
E volto a porta segura
Ou observo, nas suas janelas
O cheiro da doce ternura
Perfume do diabo
Que já muitos conquistou
Não me enganes, ó vida
Nesses mares eu já não estou
Não percebo se já estive,
Ou se assim a mim me minto
Parte, ó doce caravela
E deixa o meu coração repousar
Se apenas fui confuso
Fica aqui o meu desejo
Sou de ti ignorante,
E no sonho me persegues
Para arrancar um novo beijo
Se de tua não for a culpa
Partirei em devaneios
Cala o som, fecha os teus olhos
E finda em estaca meus receios
Ó doce e bela paisagem
Não sei se loucos te chegarão
Despeço-me por coração
Assim manda obrigação
De um pesar que não terão.
Sumem-se tantas palavras
Se nos foge o raciocínio
Pra nós só ficam mágoas
Porquê mudar
Porquê ficar
Porquê ter de escolher
Um caminho para sofrer
Ó semente em que me tornei
Porque fui aqui plantado
Crescendo em mil negreiros
Do meu corpo fui retirado
Pesa o peso mais pesado
Corre fria esta dor sentida
Pelo meu imaginário
De mil uma é mais querida
Negras são as correntes
Que prendem a sua proa
E seus passageiros dementes
Não conhecem terra boa
Ó vida porque me tornaste
Num destes loucos incautos
Sem minha razão me entregaste
À dúvida dos mares altos
Fujo do mar, das caravelas,
E volto a porta segura
Ou observo, nas suas janelas
O cheiro da doce ternura
Perfume do diabo
Que já muitos conquistou
Não me enganes, ó vida
Nesses mares eu já não estou
Não percebo se já estive,
Ou se assim a mim me minto
Parte, ó doce caravela
E deixa o meu coração repousar
Se apenas fui confuso
Fica aqui o meu desejo
Sou de ti ignorante,
E no sonho me persegues
Para arrancar um novo beijo
Se de tua não for a culpa
Partirei em devaneios
Cala o som, fecha os teus olhos
E finda em estaca meus receios
Ó doce e bela paisagem
Não sei se loucos te chegarão
Despeço-me por coração
Assim manda obrigação
De um pesar que não terão.
domingo, 9 de maio de 2010
Cruel Verdade
São minhas palavras sentidas
São meus os segrados guardados
E dessas verdades perdidas
Trazem de novo mundos mudados
Oh tão cruel culpa da verdade
Naquilo que me tornaste
Tão vil tua de ser a vaidade
Que a duas vidas condenaste
Te repito vil e se possa mais
Por me teres assim em desdém
Te prego em cruz e sofram os tais
Pois a verdade não honra ninguém
Inconviniência talvez no acaso
Mas ainda assim não quero saber
Te culparei, ó triste atraso
E talvez assim possa esquecer
Mas nem por mim eu sofro tanto
E prendes aqueles a quem sorri
Prende o meu coração entretanto
Pois se é assim, eu já morri
E nem em tanto palavras se cumpram
Pois ao vil chronos te juntaste
Deixai ao vento que nos partam
E nele se fique o que tu separaste
Triste e frio é o meu caminho
Se busco forças na escuridão
Ao caminhar, corro sozinho
Ao me deitar foge a emoção
Volte o tempo ou fuja a verdade
Resolvam ó deuses o meu tormento
Se me enraivece a tua saudade
Pior me mata teu sentimento
Passado agora já não interessa
Pois da verdade me calei
E até que se volte mais calmo à pressa
Mais verdade eu não direi
Calado em vida assim serei
Por não perder tanto por isso
E assim no fim melhor farei
Se me tomar por vil submisso
Não me tente o povo por condenado
Se a razão é tão sublime
Mentir por medo não é pecado
Mentir-me a mim tão pouco é crime
Entrego a alma se for preciso
Pois só eu sei me custa o quanto
Não ver mais o teu sorriso
Nem sorrir ao teu encanto
E é último o meu rugido
De dor, angústia ou libertação
Me faça eu por mais temido
Na verdade da união
Me findo de desejo evidente
E transcrevo por final
Na verdade inconviniente
Mora o erro mais fatal
São meus os segrados guardados
E dessas verdades perdidas
Trazem de novo mundos mudados
Oh tão cruel culpa da verdade
Naquilo que me tornaste
Tão vil tua de ser a vaidade
Que a duas vidas condenaste
Te repito vil e se possa mais
Por me teres assim em desdém
Te prego em cruz e sofram os tais
Pois a verdade não honra ninguém
Inconviniência talvez no acaso
Mas ainda assim não quero saber
Te culparei, ó triste atraso
E talvez assim possa esquecer
Mas nem por mim eu sofro tanto
E prendes aqueles a quem sorri
Prende o meu coração entretanto
Pois se é assim, eu já morri
E nem em tanto palavras se cumpram
Pois ao vil chronos te juntaste
Deixai ao vento que nos partam
E nele se fique o que tu separaste
Triste e frio é o meu caminho
Se busco forças na escuridão
Ao caminhar, corro sozinho
Ao me deitar foge a emoção
Volte o tempo ou fuja a verdade
Resolvam ó deuses o meu tormento
Se me enraivece a tua saudade
Pior me mata teu sentimento
Passado agora já não interessa
Pois da verdade me calei
E até que se volte mais calmo à pressa
Mais verdade eu não direi
Calado em vida assim serei
Por não perder tanto por isso
E assim no fim melhor farei
Se me tomar por vil submisso
Não me tente o povo por condenado
Se a razão é tão sublime
Mentir por medo não é pecado
Mentir-me a mim tão pouco é crime
Entrego a alma se for preciso
Pois só eu sei me custa o quanto
Não ver mais o teu sorriso
Nem sorrir ao teu encanto
E é último o meu rugido
De dor, angústia ou libertação
Me faça eu por mais temido
Na verdade da união
Me findo de desejo evidente
E transcrevo por final
Na verdade inconviniente
Mora o erro mais fatal
terça-feira, 13 de abril de 2010
Ternura de um susurro
Agora que a minha vida deu uma grande volta, novos projectos se avizinham e preparar-me para eles é um ganho de consciência adquirido. Uma vez mais, o meu coração expande e dessa receita de sentimentos eis que surge um susurro. Conta-mo o vento num assobio terno. Tudo aquilo que o vento me disse eu vos digo a vós também:
Lábios de seda,
Perfume de céu,
Um toque de amor,
Uma nuvem de véu.
Um olhar penetrante.
Um beijo selado.
Se tão mais tal for errante,
Esse amor arde ao meu lado...
Na calada desta noite
E para segredo de um Deus,
Eu te sinto! Eu te vivo!
Até mais e sem adeus...
E se nem o amor dita,
Um sentir tão superior,
Sejamos ambos a bendita,
Fala ao que sente o calor.
De alma, corpo e coração,
Ou até um algo mais...
Mas não há orgãos que ditem
O sentir dos imortais.
Se o amor houvera visto
Tudo ou mais do que sentimos,
Ainda mais neste imprevisto
Do sentir em que sorrimos.
Sobre o amor a ti te ponho,
E assim tão acordados,
Vive em mim, vive o meu sonho
De dois seres apaixonados.
No meu mar se acalmem ondas!
No meu céu se acalme o vento!
Pois deix'o mar e o vento sentir,
A magia deste momento.
Para sempre e até então
Que eu me sinta superior,
Vem-te a mim, dá-me a mão,
Se é meu teu tão mais que amor.
A ti venero ó minha rainha;
E te diz coração consolado
Que nas estrelas, no infinito,
Para sempre estarei ao teu lado...
Lábios de seda,
Perfume de céu,
Um toque de amor,
Uma nuvem de véu.
Um olhar penetrante.
Um beijo selado.
Se tão mais tal for errante,
Esse amor arde ao meu lado...
Na calada desta noite
E para segredo de um Deus,
Eu te sinto! Eu te vivo!
Até mais e sem adeus...
E se nem o amor dita,
Um sentir tão superior,
Sejamos ambos a bendita,
Fala ao que sente o calor.
De alma, corpo e coração,
Ou até um algo mais...
Mas não há orgãos que ditem
O sentir dos imortais.
Se o amor houvera visto
Tudo ou mais do que sentimos,
Ainda mais neste imprevisto
Do sentir em que sorrimos.
Sobre o amor a ti te ponho,
E assim tão acordados,
Vive em mim, vive o meu sonho
De dois seres apaixonados.
No meu mar se acalmem ondas!
No meu céu se acalme o vento!
Pois deix'o mar e o vento sentir,
A magia deste momento.
Para sempre e até então
Que eu me sinta superior,
Vem-te a mim, dá-me a mão,
Se é meu teu tão mais que amor.
A ti venero ó minha rainha;
E te diz coração consolado
Que nas estrelas, no infinito,
Para sempre estarei ao teu lado...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A lei dos mortos
Sempre vi e ouvi crescer,
Os sussuros dos mais temidos,
Entendesse pra meu ser,
Se então ao meu temer,
Fossem sempre tão parecidos.
E mais diferentes na costura,
Se fizesse outro vestido,
Não sab'ia que ternura,
Me faria o corrigido.
Não me sei expelir em doença,
E menos falta para demora,
De chegar à minha crença,
De que menos falta à hora.
E em tempo ou contra-vida,
Vai suando em minha face,
Se a paixão fosse esquecida,
Viveria outro enlace.
Não tão pode ser o ponto,
Se amor não é não mais sei ver,
Estima em vida se tão tonto,
Cair fundo e me perder.
"Dimais" pensa o meu pensar,
"Kanto" o choro se chorar,
Preso à vida se me desse,
Pelo mais que ansiar.
Terço e no futuro eu paro
Se presente é a razão,
Me elevo ao que não reparo,
Pois só mando na emoção.
E razão não conheci,
Pois mais que não sei se agora,
Fosse a razão em que me perdi,
A razão da minha demora,
E indeciso me vai caindo,
Quanto mais passa do "cronos"
Espero a moça que saindo
Me diga quem já não nos fomos.
Pára assim ó tão cruel,
E segue a alma do ministro,
Se for essa a solução,
Deixa andar o meu sinistro.
Os sussuros dos mais temidos,
Entendesse pra meu ser,
Se então ao meu temer,
Fossem sempre tão parecidos.
E mais diferentes na costura,
Se fizesse outro vestido,
Não sab'ia que ternura,
Me faria o corrigido.
Não me sei expelir em doença,
E menos falta para demora,
De chegar à minha crença,
De que menos falta à hora.
E em tempo ou contra-vida,
Vai suando em minha face,
Se a paixão fosse esquecida,
Viveria outro enlace.
Não tão pode ser o ponto,
Se amor não é não mais sei ver,
Estima em vida se tão tonto,
Cair fundo e me perder.
"Dimais" pensa o meu pensar,
"Kanto" o choro se chorar,
Preso à vida se me desse,
Pelo mais que ansiar.
Terço e no futuro eu paro
Se presente é a razão,
Me elevo ao que não reparo,
Pois só mando na emoção.
E razão não conheci,
Pois mais que não sei se agora,
Fosse a razão em que me perdi,
A razão da minha demora,
E indeciso me vai caindo,
Quanto mais passa do "cronos"
Espero a moça que saindo
Me diga quem já não nos fomos.
Pára assim ó tão cruel,
E segue a alma do ministro,
Se for essa a solução,
Deixa andar o meu sinistro.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Carta à senhorita ÉNE...
Passa negro e tão mais escuro,
Como o peso da solidão.
Quando aperta o coração,
Já não mais sinto seguro.
Pois partiu e sei não foi,
Por razão talvez incerta,
Nesta vida tão deserta,
Não entende como dói.
E mais soturno não posso ser,
Se me foge o sentimento,
Coração se endura em cimento,
Pr'em simples estátua se converter.
Fujo dos outros. Fujo de mim.
E arrasto a prespectiva.
Mas nem diva ou cativa,
Me podem garantir que sim,
Que tudo isto é uma mentira.
Talvez tu idolatrada,
Mas já nem tu te queres consumir,
na preocupação do evoluir,
Se há um fim para esta estrada.
Sinto falta dos teus sais,
E deles faço agora os meus,
Escrevendo em fórmula de Deus,
Ordeno a morte dos imortais.
Se de tudo resultou,
Um fruto de grama e meia,
Não se fale em barriga cheia,
Nem do mal que este causou.
Pois sabemos que assim não será,
E de tudo a sensação,
Desse termo ao coração,
Se não mais que a determinação,
De felicidade que terá.
Se assim pode ser, então não sei,
Se foi um erro, não saberia.
Se me invoca sabedoria,
"Foi amor", é o que direi.
Te peço assim que tudo dividas.
E de volta te possa ter,
Pois nas horas esquecidas,
És alento ao meu sofrer,
Mergulho mais a mia voz,
Se esperar for o destino
Um destino tão atroz,
Como aquele do meu caminho.
De todas e outras formas,
Poderia dizer que te amo,
Como irmã, se assim me tomas,
Como amiga, se assim lhe chamo.
E até que ocorra a mudança,
Continuo em sofrimento,
Pois mais forte é o momento,
Com a dor da esperança.
Assim vazio e sem pudor,
Espero e mais sofro com isso,
De cabeça e vida levo o sumiço,
Assim dito a minha dor.
Como o peso da solidão.
Quando aperta o coração,
Já não mais sinto seguro.
Pois partiu e sei não foi,
Por razão talvez incerta,
Nesta vida tão deserta,
Não entende como dói.
E mais soturno não posso ser,
Se me foge o sentimento,
Coração se endura em cimento,
Pr'em simples estátua se converter.
Fujo dos outros. Fujo de mim.
E arrasto a prespectiva.
Mas nem diva ou cativa,
Me podem garantir que sim,
Que tudo isto é uma mentira.
Talvez tu idolatrada,
Mas já nem tu te queres consumir,
na preocupação do evoluir,
Se há um fim para esta estrada.
Sinto falta dos teus sais,
E deles faço agora os meus,
Escrevendo em fórmula de Deus,
Ordeno a morte dos imortais.
Se de tudo resultou,
Um fruto de grama e meia,
Não se fale em barriga cheia,
Nem do mal que este causou.
Pois sabemos que assim não será,
E de tudo a sensação,
Desse termo ao coração,
Se não mais que a determinação,
De felicidade que terá.
Se assim pode ser, então não sei,
Se foi um erro, não saberia.
Se me invoca sabedoria,
"Foi amor", é o que direi.
Te peço assim que tudo dividas.
E de volta te possa ter,
Pois nas horas esquecidas,
És alento ao meu sofrer,
Mergulho mais a mia voz,
Se esperar for o destino
Um destino tão atroz,
Como aquele do meu caminho.
De todas e outras formas,
Poderia dizer que te amo,
Como irmã, se assim me tomas,
Como amiga, se assim lhe chamo.
E até que ocorra a mudança,
Continuo em sofrimento,
Pois mais forte é o momento,
Com a dor da esperança.
Assim vazio e sem pudor,
Espero e mais sofro com isso,
De cabeça e vida levo o sumiço,
Assim dito a minha dor.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Ode à amargura da vida
Dados os acontecimentos mais recentes e estando eu com um impluso estrondoso de culpar alguém pelas inoportunidades que a vida nos dá cabe-me agora estar hipermania de escrever para saudar "as mais honrosas culpas" que teimam em fazer da nossa vida um inferno. E muito honestamente me culpo até a mim mesmo, não obstante de "eu ser um espelho daquilo que a sociedade projectou para mim"... Ou será que não? Bem verdade é que não sou nenhum animal cujo dono diz "senta" e eu contente cumpro a instrução, mas há que salientar que se as liberdades de todos fossem executadas estaríamos a cumprir uma extrema pena por delírio social colectivo. Por essa razão temos o péssimo hábito de deitar as mãos à cabeça e dizer: "o que vai ser de mim agora". Cumpre-se assim neste poema a vontade de interpor pela minha própria pessoa em prole de certas pessoas que gostam de ignorar as responsabilidades que uma vida irresponsável acarreta. Àqueles que não lutam. Àqueles que sentem perdidos e àqueles que simplesmente não entendem a essência da poesia, lhes dedico este poema, fiel à crença que ficarão menos acomodados do que são e por outro lado aquelas pessoas que me apoiam e me sabem ouvir quando me sucedem as "complicações mais complicadas" para as quais tenho de tomar uma decisão com base não nos meus sentimentos mas nos de todos aqueles que me poderão condenar pela minha prespicácia existencial. A todos esses e todos mais vos deixo a minha ode...
Negra solidão me corrói.
E me tenta a tentação.
E se amarra em coração.
Este a prende, bate e dói.
Se misto não me é querido.
Que tal seja a indiferença,
Qual tal vida e qual tal crença
Me leva e faz sem um sentido.
Mas sentido não tem a palavra...
E muito menos a que digo.
Será amor, será uma mágoa?
Será uma luz? Será um abrigo?
Não perturba as mais mundanas.
Pois do meu olhar fugiu.
Mas sobre as cousas humanas
Olhou para mim e será ' sorriu?
Mas esta dor que sinto no peito...
Mais ninguém a traz consigo.
Pois no que é meu, assim me deito.
E ao deitar, deito sozinho...
Estarei sozinho, estarei senão.
A prespectar uma crueldade.
Dessa tão forte idade.
Negociada com destino.
Será a idade o problema então,
Ou sequer u'mais loucura,
Seja assim tal formosura,
Um amor tão proibido...
Traição cumpro com meu ser.
No desengano da paixão.
Será querer ou será não querer,
Comprar os corpos da perdição?
Ainda mais que o vento muda.
E por vezes se entranha.
Dando lugar à "barricuda"...
E se joga nesta manha.
Ai, ai e ainda ai...
Se mais nada sei lamento,
Mas se culpo este tormento,
É por culpa do momento.
E "ridiculoso" em fala e mente,
Me pronuncio sobre o amor.
E não sabe tanta gente,
Que a isso se resume a dor.
Ou será tal o contrário?
Já me falta a inspiração.
Incerteza ou talvez não,
Desse espelho imaginário...
Assim me concluo, assim me entrego,
Ao tão incerto e amoroso.
Caminho tão tenebroso,
Que demais supera o meu ego!
Se chegar 'alguém importante,
Não privatize esse prazer.
De questão mais esse ter
De eloquência tão errante;
Pois tristeza a quem me diz,
E se não diz tão bem me olha,
Pois será não ser feliz.
Se no fim houver escolha.
Pois já Bocage não sou,
Pois não fui e não serei,
Mas o poeta que um dia errou.
E o pobre tornou rei...
Desespero conseguido,
Por não haver quem compreenda,
Este tão indefinido,
Conteúdo de encomenda.
E encomendo a poesia,
Aos gritos de uma noite serena,
Na calada da surdina,
Essa coisa tão pequena;
Mas de tudo não acrescenta,
Compreensão aos meus poemas,
Se frutos de impunes dilemas,
São àquilo que aumenta...
E sentido não fazem algum,
Como palavras todas essas,
Em seguimentos tão ilógicos,
Num mundo inteiro às avessas...
Mas novamente me termino,
Com a palavra de eleição
Um consumo de indecisão
E me vou que toca o sino....
Já do real me abstráio,
Pois o eco parece mentir.
Permaneço no meu mundo,
E até que encontre o fundo,
Terei tempo a reflectir;
'
Quando enfim chegar o fundo,
Pode ser a sina lida,
Não seja já e assim tão tarde,
Para acordar na amargura da vida!
Negra solidão me corrói.
E me tenta a tentação.
E se amarra em coração.
Este a prende, bate e dói.
Se misto não me é querido.
Que tal seja a indiferença,
Qual tal vida e qual tal crença
Me leva e faz sem um sentido.
Mas sentido não tem a palavra...
E muito menos a que digo.
Será amor, será uma mágoa?
Será uma luz? Será um abrigo?
Não perturba as mais mundanas.
Pois do meu olhar fugiu.
Mas sobre as cousas humanas
Olhou para mim e será ' sorriu?
Mas esta dor que sinto no peito...
Mais ninguém a traz consigo.
Pois no que é meu, assim me deito.
E ao deitar, deito sozinho...
Estarei sozinho, estarei senão.
A prespectar uma crueldade.
Dessa tão forte idade.
Negociada com destino.
Será a idade o problema então,
Ou sequer u'mais loucura,
Seja assim tal formosura,
Um amor tão proibido...
Traição cumpro com meu ser.
No desengano da paixão.
Será querer ou será não querer,
Comprar os corpos da perdição?
Ainda mais que o vento muda.
E por vezes se entranha.
Dando lugar à "barricuda"...
E se joga nesta manha.
Ai, ai e ainda ai...
Se mais nada sei lamento,
Mas se culpo este tormento,
É por culpa do momento.
E "ridiculoso" em fala e mente,
Me pronuncio sobre o amor.
E não sabe tanta gente,
Que a isso se resume a dor.
Ou será tal o contrário?
Já me falta a inspiração.
Incerteza ou talvez não,
Desse espelho imaginário...
Assim me concluo, assim me entrego,
Ao tão incerto e amoroso.
Caminho tão tenebroso,
Que demais supera o meu ego!
Se chegar 'alguém importante,
Não privatize esse prazer.
De questão mais esse ter
De eloquência tão errante;
Pois tristeza a quem me diz,
E se não diz tão bem me olha,
Pois será não ser feliz.
Se no fim houver escolha.
Pois já Bocage não sou,
Pois não fui e não serei,
Mas o poeta que um dia errou.
E o pobre tornou rei...
Desespero conseguido,
Por não haver quem compreenda,
Este tão indefinido,
Conteúdo de encomenda.
E encomendo a poesia,
Aos gritos de uma noite serena,
Na calada da surdina,
Essa coisa tão pequena;
Mas de tudo não acrescenta,
Compreensão aos meus poemas,
Se frutos de impunes dilemas,
São àquilo que aumenta...
E sentido não fazem algum,
Como palavras todas essas,
Em seguimentos tão ilógicos,
Num mundo inteiro às avessas...
Mas novamente me termino,
Com a palavra de eleição
Um consumo de indecisão
E me vou que toca o sino....
Já do real me abstráio,
Pois o eco parece mentir.
Permaneço no meu mundo,
E até que encontre o fundo,
Terei tempo a reflectir;
'
Quando enfim chegar o fundo,
Pode ser a sina lida,
Não seja já e assim tão tarde,
Para acordar na amargura da vida!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Fado
Tantas vezes se fala no fado. E Portugal, sendo terra de fadistas naturais em que cada um de nós representa o seu concreto destino reflecte neste poema a importância que o fado tem nas nossas vidas. Sem salientar uma grande importância deve dizer-se que o texto não apresenta rima sendo mais uma reflexão lírica sobre o tema... A criação data da mesma altura que o poema saudade daí a sua semelhança a nível abstracto.
De onde vimos?
Para onde vamos?
O que é viver?
E como será não ser?
A vida corre,
Passa e não volta.
E para onde vai?
Ao covil de Tanathos não estou certo
E por certo estou que este mundo deixamos
E para onde vamos?
A mágoa traz consigo
O peso da mágoa
E consigo arrasta o fado.
Falemos ao fado então.
E o que nos diz o fado?
Apenas que é fado.
E que chega como chega a vida
A cada momento chega e vai
Ao fado de outros.
Fado é que me traz
Fado é que me leva
Ser e não consigo saber se sou
Adepto de algo tão incerto.
Porém sou.
E não há como fugir ao fado.
Vivamos então cada momento
E façamos com que dure
Tanto quanto possamos vencê-lo.
Assim poderemos partir
E nas águas da vida
Levarmos sorrisos
De uma vida vivida
E de uma vitória ao Fado.
De onde vimos?
Para onde vamos?
O que é viver?
E como será não ser?
A vida corre,
Passa e não volta.
E para onde vai?
Ao covil de Tanathos não estou certo
E por certo estou que este mundo deixamos
E para onde vamos?
A mágoa traz consigo
O peso da mágoa
E consigo arrasta o fado.
Falemos ao fado então.
E o que nos diz o fado?
Apenas que é fado.
E que chega como chega a vida
A cada momento chega e vai
Ao fado de outros.
Fado é que me traz
Fado é que me leva
Ser e não consigo saber se sou
Adepto de algo tão incerto.
Porém sou.
E não há como fugir ao fado.
Vivamos então cada momento
E façamos com que dure
Tanto quanto possamos vencê-lo.
Assim poderemos partir
E nas águas da vida
Levarmos sorrisos
De uma vida vivida
E de uma vitória ao Fado.
Saudade
Este poema foi escrito em 2006 numa altura em que a minha poesia atravessava uma grave crise de independência estilística e uma grande abstractividade. Ainda assim consigo achar alguma "piada" a este poema...
Saudade da terra,
Saudade de alguém,
Dizemos tanta vez saudade
Mas saudade só conhece ninguém.
Ausência de dor
Ou presença dela
Não interessa a quem sente saudade
Apenas ficar à janela
E fitando uma falsa tela
Morto vivo de cidade
E afinal o que é?
O que é o quê se não sabemos que é?
Confusão me causa tal ser.
E ser ou ser não é questão.
Questão de coração poderei dizer.
Mas quem sente não é vivo.
E vivo é quem sente.
E o mundo do fado entende.
Seja eu tal fruto de uma pequena
Sensação que desconhecemos
E como meros espectadores à janela
Fitemos então a nossa tela
E vivamos.
Saudade da terra,
Saudade de alguém,
Dizemos tanta vez saudade
Mas saudade só conhece ninguém.
Ausência de dor
Ou presença dela
Não interessa a quem sente saudade
Apenas ficar à janela
E fitando uma falsa tela
Morto vivo de cidade
E afinal o que é?
O que é o quê se não sabemos que é?
Confusão me causa tal ser.
E ser ou ser não é questão.
Questão de coração poderei dizer.
Mas quem sente não é vivo.
E vivo é quem sente.
E o mundo do fado entende.
Seja eu tal fruto de uma pequena
Sensação que desconhecemos
E como meros espectadores à janela
Fitemos então a nossa tela
E vivamos.
terça-feira, 12 de maio de 2009
O último adeus...

Custa sempre dizer um adeus.. Custa sempre entregar a felicidade de mão beijada por confortos nada mais do que materiais ou razões que nem vou tentar entender. Mas consigo entender que nem todos nem toda a gente é coisa alguma para dizer que a vida deve ser levada dia a dia como se não houvesse o amanhã... Afinal, nem todos conseguem perceber o significado de empatia sentimental. Que raio de sociedade esta que tanta vontade tem de pintar a vida de negro... Se um não chega para fazer a força. Ficam ao menos os lamentos dos insucessos. Eu pessoalmente não gosto muito deste poema... Seja pelo significado seja pelas palavras em si... Mas pronto... Aqui está...
Sei que muita dor causei
Por mal juro que não foi
Obrigado por estares comigo
Mas cá dentro ainda dói.
Por toda a força que sinto
Mais aquela que arranjo
Estou seguro não te minto
A meu lado está um anjo
Desculpa o que não te dei
E me deste no passado
Mas agora sou eu quem te escreve
E não um poeta alterado
Pega nos melhores momentos
No melhor que achas de mim
E com todos os sentimentos
Esse é o Nuno. Eu sou assim
Se o passado não deu certo
E o vento não pudemos parar
O futuro será melhor
Deixa apenas o vento passar
Espero que a relação que temos
Só para melhor possa mudar
Se um dia o destino quiser
A chave do teu coração me entregar
Se esse não for o futuro
Não faz mal, tive o que quis
Pois a meu lado está um anjo
Que me faz muito feliz
A lutar... A lutar... Irei conseguir???
Lutei muito e muitas vezes
Isso posso jurar que sim
Contudo não entendo
Porque a vida me trata assim
Se num barraco me encontro
Já tentei todas as portas
Umas tristes, outras felizes
Umas vivas.. Outras mortas
Se de lá tiver de sair
O que muito eu desejo
É alguém que me obrigue
Que me puxe de lá para fora
Que lute e lute pelo meu beijo
E sei que me encontro embaixo
Mas se alguém me quiser levantar
Muita dor vai ter de sentir
Muitas vezes terá de sorrir
para a dor conseguir aguentar
Se esse alguém o conseguir
E mesmo apesar da dor
Se esse alguém não desistir
Retribuirei com todo o amor.
Isso posso jurar que sim
Contudo não entendo
Porque a vida me trata assim
Se num barraco me encontro
Já tentei todas as portas
Umas tristes, outras felizes
Umas vivas.. Outras mortas
Se de lá tiver de sair
O que muito eu desejo
É alguém que me obrigue
Que me puxe de lá para fora
Que lute e lute pelo meu beijo
E sei que me encontro embaixo
Mas se alguém me quiser levantar
Muita dor vai ter de sentir
Muitas vezes terá de sorrir
para a dor conseguir aguentar
Se esse alguém o conseguir
E mesmo apesar da dor
Se esse alguém não desistir
Retribuirei com todo o amor.
Amor... Amor...
Pediste um sorriso, dei-te um olhar
Pediste um abraço e dei-te um beijo
E tu quiseste-me castigar...
Restribuiste com um desejo.
E nas horas que passamos.
O tempo não passou.
Pois o tempo que desejamos,
Esse aí.. Não chegou...
Infinito, zero ou indeterminado
Assim são as constantes da vida
Ser infeliz é um pecado.
E o pecado é memória esquecida...
Mas de ti eu não me esqueço
E quero que saibas assim.
Que o que me deste agradeço...
Mas ainda é pouco para mim.
Quero mais e mais e mais.
É tão bom o que senti.
Se de mim tu queres o mesmo...
Não procures.. Eu estou aqui.
Pediste um abraço e dei-te um beijo
E tu quiseste-me castigar...
Restribuiste com um desejo.
E nas horas que passamos.
O tempo não passou.
Pois o tempo que desejamos,
Esse aí.. Não chegou...
Infinito, zero ou indeterminado
Assim são as constantes da vida
Ser infeliz é um pecado.
E o pecado é memória esquecida...
Mas de ti eu não me esqueço
E quero que saibas assim.
Que o que me deste agradeço...
Mas ainda é pouco para mim.
Quero mais e mais e mais.
É tão bom o que senti.
Se de mim tu queres o mesmo...
Não procures.. Eu estou aqui.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Primeiro poema

Este poema foi escrito por mim quando tinha então 11 anos. Foi quando atravessei a minha primeira crise existencialista e sofri o primeiro amor falhado. Sabem? A vida tem coisas estranhas,e todos dizem que devemos aprender com os erros... Mas ao longo da vida acho que os erros têm mais vindo a aprender comigo. Aos comentários sobre a falta de pontuação devo acrescentar que assim é e de propósito pois a vida não tem vírgulas nem pontos. Ela apenas continua e continua. E lá de vez em quando pode aparecer um ponto de interrogação. Mas pouco provável é para quem sabe o que quer na vida...
A mágoa das minhas palavras
De tudo o que não posso dizer
De tudo o que não posso falar
De tudo o que não posso fazer
Sem os sonhos não era nada
Sem os sonhos não podia viver
A minha terra encantada
Luz do sol ao amanhecer
Vai lá vive em tuas memórias
De guerras, batalhas e lutas
Orando por minhas vitórias
Ecoando nas paredes das grutas
Ao escrever este poema me deito
Sobre o mais pesado olhar
Rio, choro, sinto-me só
Mas vou dormir, para sonhar
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